quarta-feira, maio 20, 2009

Frustrações.



Estranho perdido sem fim
No fim me vejo perdido
meus olhos veem coisas estranhas
que estão nas entranhas
Lágrimas dos olhos solitárias
Solitário olhar ao longe
Continuo estranho perdido sem fim.
Não posso dizer que isso é natural,
natural são coisas banais.
A morte, ela é banal.

Vejo as ruas, as pessoas, os faróis, o ar.
é diferente das outras vezes.
Convexo e concâvo, reflexos diferentes.
Vontade do fim
Um fim que não tem vontade
E continuo estranho perdido sem fim.
No fim me vendo perdido.

Devo à você,
Devo à mim,
Devo à toda a humanidade, arrogante e indiferente.

Nem tudo que eu sinto transmito,
entenda. Somos únicos até mesmo em nossas sensações.
Eles, não, não compreendem, nem ao menos entendem.
E continuo estranho perdido sem fim.

Grandes conquistas,
para onde caminhamos? Definivamente.
Pirado, maluco.
Estranho perdido sem fim.
No fim me vendo perdido.

Não, isto não vale um tempo que se perde.
Isto vale uma vida que se constrói.
Uma sedenta vontade de ir além,
de se mostrar capaz.

Limitados. Pequenos. Entendidos.
Odeiam História. Pois é.
Estranho perdido sem fim.
No fim me vendo perdido.

O grande estranho perdido sem fim, e que no fim se vê perdido.
César Augusto.

Um comentário:

Karen disse...
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