Sê
"Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas."
(Pablo Neruda)
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Roda Viva.

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-giganteRoda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo"
(Roda Viva, Chico Buarque.)
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-giganteRoda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo"
(Roda Viva, Chico Buarque.)
Sinto como se tudo ao redor nunca estivesse parado, e, quando parado, sempre com uma continuidade única que mostra-se o funcionamento do sistema solar.
César Augusto.
César Augusto.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
"Fomos criados capazes de perguntar sobre nós mesmos, mas incapazes de tolerar as respostas."
"O paradoxo, seu paradoxo é que você se dedica à busca da verdade, mas não consegue suportar a visão de sua descoberta.
- Não ensino, Josef, que se deva "suportar" a morte ou "aceitá-la". Isso seria trair a vida. Eis minha lição para você: Morra no momento certo!
- Morrer no momento certo! Morrer no momento certo? O que você tem em mente, por favor Friederic, já disse mil vezes que não aguento mais ouvir você dizer coisas importantes de forma tão enigmática. Afinal, por que você faz isso?
- Viva enquanto viver! A morte perde seu terror quando se morre depois de consumida a própria vida! Caso não se viva no momento certo, então nunca se conseguirá morrer no momento certo.
- Terei consumido minha vida? Alcancei muitas coisas, mais do que qualquer um esperaria de mim: secesso material, avanço científico, família, filhos... mas já passamos por tudo isso antes.
- Apesar disso Josef, você evita minha pergunta. Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a? Ou ela escolheu você? Amou-a? Ou a lamentou? Eis o que quero dizer quando pergunto se você consumiu sua vida. Você a esgotou? Lembra-se do sonho que seu pai presenciava impotente, lamentando a vida que nunca viveu?
- Essas perguntas... você sabe a resposta. Não, não escolhi! Não, não vivi a vida que queria! Vivi a vida atribuída a mim. Eu, o verdadeiro eu, fui encaixado em minha vida.
- E isto, Josef, é, estou convencido, a principal fonte de sua angústia. Aquela pressão precordial... é porque seu tórax está explodindo de vida não vivida. A avidez do tempo é eterna. O tempo devora, sem dar nada de volta. Que terrível ouvi-lo dizer que viveu a vida que lhe foi atribuída! E que terível encarar a morte sem jamais ter reinvindicado a liberdade, mesmo em todo o seu perigo!"
(Trecho retirado do Livro: Quando Nietzsche chorou, Irvin D. Yalom.)
Tanto quanto César Augusto.
Os momentos são, serão. Vão e virão.
César Augusto.
"O paradoxo, seu paradoxo é que você se dedica à busca da verdade, mas não consegue suportar a visão de sua descoberta.
- Não ensino, Josef, que se deva "suportar" a morte ou "aceitá-la". Isso seria trair a vida. Eis minha lição para você: Morra no momento certo!
- Morrer no momento certo! Morrer no momento certo? O que você tem em mente, por favor Friederic, já disse mil vezes que não aguento mais ouvir você dizer coisas importantes de forma tão enigmática. Afinal, por que você faz isso?
- Viva enquanto viver! A morte perde seu terror quando se morre depois de consumida a própria vida! Caso não se viva no momento certo, então nunca se conseguirá morrer no momento certo.
- Terei consumido minha vida? Alcancei muitas coisas, mais do que qualquer um esperaria de mim: secesso material, avanço científico, família, filhos... mas já passamos por tudo isso antes.
- Apesar disso Josef, você evita minha pergunta. Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a? Ou ela escolheu você? Amou-a? Ou a lamentou? Eis o que quero dizer quando pergunto se você consumiu sua vida. Você a esgotou? Lembra-se do sonho que seu pai presenciava impotente, lamentando a vida que nunca viveu?
- Essas perguntas... você sabe a resposta. Não, não escolhi! Não, não vivi a vida que queria! Vivi a vida atribuída a mim. Eu, o verdadeiro eu, fui encaixado em minha vida.
- E isto, Josef, é, estou convencido, a principal fonte de sua angústia. Aquela pressão precordial... é porque seu tórax está explodindo de vida não vivida. A avidez do tempo é eterna. O tempo devora, sem dar nada de volta. Que terrível ouvi-lo dizer que viveu a vida que lhe foi atribuída! E que terível encarar a morte sem jamais ter reinvindicado a liberdade, mesmo em todo o seu perigo!"
(Trecho retirado do Livro: Quando Nietzsche chorou, Irvin D. Yalom.)
Tanto quanto César Augusto.
Os momentos são, serão. Vão e virão.
César Augusto.
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