A partir de hoje, pretendo escrever nem que sejam três palavras por dia.
Como tudo é sempre muito igual em uma rotina infelizmente sempre programada, resolvi me ocupar escrevendo, e consequentemente pensando para escrever.
Deitei em minha cama e senti como se nela houvesse muito espaço, senti como se estivesse caindo, e tive alguns pesadelos pelos quais perdi o sono.
Me lembro de uma música, porque lembrar dela neste momento desconheço, talvez meu subconsciênte compreenda.
César Augusto.
Vero
"O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
mas nem só beleza eu vi.
Vi cidades degradadas
pessoas desamparadas
nas grades da solidão
Fogos nos campos nas matas
queima de arquivo nas praças
chovia nas ruas do meu coração
Vi cidades turbulentas
chacinas sanguinolentas
pensei que morava nas terras do mal
Choro dos filhos, maldades
fora dos trilhos, cidades
pensei que sonhava e era tudo real
Vi uma estrela luzindo
a minha porta bateu
querendo me namorar
lua cheia clareava
imaginei que sonhava e era tudo real
Niguém mais coça bicho de pé
nem niguém caça mais arrastapé
viva é assim é o que é."
(Maria Rita)
segunda-feira, maio 25, 2009
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