segunda-feira, abril 27, 2009


(Video sem muita qualidade, mas filmados em uma das idas à Ribeirão Preto, trecho Pitangueiras - Ribeirão. Canas de açúcar, pequeno grande interior, diante de poucas pessoas a vida se torna igual, e a ignorância prevalece.)

Impossível definir exatamente o que se passava pela minha mente, lembro-me que durante essas idas e vindas da vida se passam milhares de pensamentos diante de mim, entretanto esses conflitos intimos me causam uma breve reflexão sobre algumas situações vividas, as ausências, sim. As ausências ilusórias, não deveria sentir a ausência. ELA É ILUSÓRIA.
Mas, nessa vida, que ainda está por vir, posso ver diante de mim, meu pequeno grande universo, um mundo concreto, um mundo possível de se manusear, lápidar, construir. Desde já sinto falta, são meus cheiros, são minha vida, são as pessoas que amo. Mas, não. Devo continuar e não olhar para trás com arrependimentos. O meu pequeno grande universo, é pequeno aos olhos que quem vê, e um grande universo diante daqueles que sabem acreditar no sempre tudo é possível.

César Augusto.
Obrigações.

Quais serão elas diante de um filho? Away From the Sun.
Uma forma extremamente formal de se tratar o intratável, tentar manter um equilíbrio mental nem sempre é possível, são idéias, transformaçãos mutantes, que um simples ser que vê seu mundo mudar e dar voltas e voltas e continuar parado no mesmo, sempre nada está no lugar, tanto no lugar que os pais principalmente deveriam ocupar. O que se espera de alguém em quem você nunca esperou? Ou pelo menos gostaria de esperar, de ter e poder se ocupar. É a inconstante felicidade instantânea, que como é inconstante passa muito rápido. São palavras, apenas palavras que deram este rumo ao que se sucede, entretanto, o crescimento adquirido através disto é indispensável. É meio complicado, mas se passou as piores sensações, mas ao chão ainda não cheguei, o meu universo em si é maravilhoso, completamente distinto, louco, maluco, como preferir. As vezes não moro em mim, e nem sei onde moro. Poucos paradoxos, não? Não consigo ser ou me tornar patético, portanto sempre continuarei nesse meu pequeno grande universo. Trata-se somente de uma forma, como citada logo acima, extremamente formal de se tratar o intratável. Ó falta constante. Como dito em um trecho de uma maravilhosa música de Chico Buarque "Quando, seu moço, nasceu meu rebento não era o momento dele rebentar. Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar. Como fui levando, não sei lhe explicar, fui assim levando ele a me levar e na sua meninice ele um dia me disse que chegava lá". Dizer não anda sendo o suficiente, portanto farei e através deste crescerei e que o mundo consiga chegar no meu pequeno grande universo, ou não.
Lost.



César Augusto.