Instantes.
Num desespero profundo, os seus olhos perderam a vida que os habitava.
Por longos momentos já nada parecia valer a pena.
Tudo estava perdido.
Uma das coisas que mais amava tinha sido abalada por algo desconhecido.
Talvez tivesse sido o medo que lhe sustinha a fala enquanto dava à luz um horror encoberto, que o paralisava.
Mas ele sempre com um sorriso na cara disfarçou tudo e escondeu que estava a morrer por dentro. A morte beijou-lhe a face e desejou-o... mas ele não foi.
César Augusto.

