sexta-feira, abril 17, 2009

L'ordinateur a de mémoire, mais n'a aucun souvenir.

Concepção correta.
Contém uma memória de se invenjar, porém, não se lembra nem do segundo antecessor.
Serventias multiplas, inclusive à de ensinar os adolescentes a escreverem incrívelmente errado: "Vcs vai na ksa dos muleke hj? Nois vamu la joga videogame". O que se esperar de um futuro tão brilhante como este? Tente manter um diálogo com um garoto que desta forma fala e consequentemente escreve, quantos minutos será capaz de suportar? Ahh, isso porque me esqueci de citar alguns de meus professores, já que não tive o privilégio de estudar em um dos melhores colégios do país, sou obrigado a suportar alguns graves erros de plural e singular, e ainda não poder reclamar, mas voltando ao assunto do ínicio já que é sobre este que venho escrever.
Temos um grande poder perante as lembranças, ainda me restam alguns "flash back" de alguns momentos de minha vida, coisas que um computador nunca será capaz que conseguir, ou melhor, (usando o nunca estou me precipitando diante da tecnólogia que a cada dia obtém uma nova descoberta), que por enquanto acredita-se não existir. Porém, raciocínio como o de um computador raramente se encontra, e é de extrema inveja, pois a máquina resolve questões em segundos. Entretanto, continuo escrevendo por aqui e graças à ele, à sua memória, ele armazena meus pequenos pensamentos, porém, não faz muita questão de se lembrar deles, já que não possúi memória, alías, tem memória, mas não lembranças. Que perplexidade. Mas só o fato de armazenar para que alguém me dê o imenso prazer de saber que eles não são um completo conjunto de textos inutéis já me preenche e me faz feliz.
E é através do mesmo que adquiro espaço para ficar um dia na grandeza de um sábio, pelo menos deixe que eu sonhe com isso, espero que nunca seja implantado um programa que obedece tudo que em sua memória for implantado (me refiro ao computador) senão, seria de uma imensa tristeza, pois tudo que é programado é de extrema ignorância. Me veio a cabeça uma frase de João Guimarães Rosa: "O medo é a extrema ignorância em momento muito agudo." Não existe muita intertextualidade além da palavra "ignorância" que aparece em ambas, mas adoro frases subentendidas que não são todos que COMPREENDEM, lembre-se: existe uma imensa diferença entre entender e compreender, mas então, já me enrolei mais que uma múmia era enrolada no Antigo Egito, portanto vou encerrando com poucas palavras: um dia além de entender espero que compreendas.

César Augusto.

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